
Apesar de contrariar a natureza desse blog, gostaria de compartilhar com os meus milhões de leitores esta história, que é uma verdadeira lição de vida.
O texto é um pouco longo, mas garanto que sua vida não será a mesma ao final da leitura.
Nossa história começa no começo dos anos 80, com um casal de milionários do ramo da
indústria de brinquedos. O casal que gozava de uma vida invejável, do ponto de vista
financeiro, protagonizava um drama familiar.
Vindos de famílias numerosas, o sonho
compartilhado por ambos era o de ter muitos filhos. Sonho frustrado ao longo de quinze anos de casamento, apesar de todos os tratamentos de fertilização.
Mas eis que um belo dia, um telefonema mudaria a vida do triste casal. O resultado de um dos exames apontava que estava finalmente a caminho o tão desejado herdeiro. Porém, eles foram advertidos pelo médico da família para o fato de que seria uma gravidez difícil, sujeita até mesmo a uma interrupção.
Contrariando as expectativas médicas, foi uma gravidez tranquila, seguida de um parto normal. Um menino! Aparentemente muito saudável.
Prudente, o médico advertiu ao feliz casal sobre a possibilidade de haver algum problema com o rebento. No entanto, por mais exames que fizessem, não havia no bebê algo que indicasse qualquer problema de saúde.
E assim, cresce o garoto. Sempre sob o olhar cuidadoso dos pais, a saúde da criança parecia melhorar à medida em que ele crescia. Muito inteligente, o garotinho começou a falar suas primeiras palavras com apenas cinco meses!
Para o seu primeiro aniversário, os pais do pequeno rapazinho planejaram uma festa inesquecível - um dia inesquecível. Nesses momentos, o dinheiro pode fazer a diferença mesmo. Foram convidados personagens de programas infantis da TV, grupos musicais infantis, acrobatas, mágicos, palhaços, etc.
Como maior acionista de uma famosa indústria de brinquedos, o pai do aniversariante resolveu perguntar ao garoto o que ele gostaria de ganhar de presente de aniversário.
O garoto fitou o pai por alguns segundos, coçou a cabeça, olhou para a mãe e enfim respondeu:
_ Uma "boinha dipindpond vemeia"!
Todos riram muito... nascido em "berço de ouro", o garotinho pediu apenas uma
singela "bolinha de ping-pong vermelha"!
Ao invés da bolinha de ping-pong vermelha, os pais deram de presente ao garotinho um exemplar de cada brinquedo produzido pela indústria deles que fosse adequado para meninos com até um ano de idade - um caminhão de brinquedos.
Com o passar do tempo, o menino mostrava-se mais saudável e inteligente. Vamos agora para meados dos anos 90, onde encontramos ao invés do garotinho, agora um
belo e saudável adolescente.
Em seu aniversário de quinze anos, o pai lembrou-se da pergunta que havia
feito ao seu querido filho em seu primeiro aniversário e resolveu repetir o
desafio, pedindo ao seu filho que declarasse o que gostaria d
e ganharcomo presente de aniversário.
O rapaz fitou o pai por alguns segundos, coçou a cabeça, olhou para a mãe e enfim
respondeu:
_ Uma bolinha de ping-pong vermelha!
Déjà vu! Com outra pronúncia, o mesmo pedido havia sido feito após tantos anos!
Os pais não deram muita atenção ao fato e presentearam o jovem com uma bicicleta
de alumínio importada (a melhor e mais cara que se podia comprar na época).
Avançando três anos, chegamos ao dia em que nosso rapaz fez dezoito anos. Apesar de toda a felicidade pela vida tão repleta de realizações e de seu único filho, a festa desse ano carregava um clima de despedida para o orgulhos casal. Acontece que o jovem havia sido aceito em uma das mais conceituadas universidades norte-americanas e passaria portanto alguns anos morando nos Estados Unidos. Seria muito duro para o rapaz, mas representaria muito para o seu futuro. Em meio a essa mistura de tristeza e alegria, o pai emocionado, volta a desafiar o fil
ho a escolher o seu presente. Adivinha só? Pois é... a resposta do rapaz foi:_ Uma bolinha de ping-pong vermelha!
Ao invés da tal bolinha de ping-pong, o rapaz ganhou um DeLorean esperando por ele nos Estados Unidos.
Alguns anos mais tarde, já formado, o rapaz retorna ao Brasil, acompanhado de sua noiva - uma americana que foi sua companheira de curso. O clima não podia ser mais feliz! O casamento seria celebrado no Brasil!
A festa de casamento foi algo bem próximo aos contos de fadas. As famílias estavam unidas celebrando a realização de todos os seus sonhos. Parecia o final feliz de uma novela. Em seu discurso, o pai do garoto, digo do rapaz, anunciou que ainda não havia comprado o presente para os noivos, pois gostaria de ouvir de ambos o que desejavam.
A noiva olhou para o seu amado e deixou por sua conta a missão de escolher o presente.
O rapaz com a voz embargada, disse:
_ Eu ficaria muito feliz com uma bolinha de ping-pong vermelha!
Todos riram muito. Foi então o pai anunciou a transferência de suas ações para o filho. Ele estava se aposentando e passando tudo ao seu filho.
O tempo passa, passa e eis que um dia, sem nenhum motivo aparente, o rapaz - agora um homem feito, adoece. Levado às pressas ao hospital, ficou internado. Vários exames foram realizados, juntas médicas foram solicitadas e nada. Internado em um dos melhores e mais bem aparelhados hospitais do Brasil, atendido pelos mais renomados médicos, inclusive aquele que o acompanhara desde o dia de seu nascimento, seu estado piorava a cada dia, até que inexplicavelmente ele entrou em coma.
Foram os piores anos da vida de seus infelizes pais, até que um dia o rapaz desperta do coma. Haviam se passado três anos! Quando desperta, o seu pai está sentado ao seu lado.
Emocionado, o pai em prantos abraça demoradamente seu filho. Nesse momento, uma lembrança lhe vem à mente. O pedido que seu filho lhe fizera desde o seu primeiro ano de vida. Ele então pergunta ao filho:
_ Filho, você tendo nascido em uma família tão abastada sempre manifestou o desejo de ganhar algo tão sem valor: uma bolinha de ping-pong. Qual o motivo?
O filho com alguma dificuldade para falar, balbuciou:
_ Pai, não era uma bolinha de ping-pong qualquer, mas uma bolinha de ping-pong vermelha.
E era muito importante pra mim, ganhá-la porque... porque...

PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Morreu.
É foda! Eu também acho, mas fazer o quê?

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